Problemas financeiros levam as empresas a buscar produtividade com soluções celulares
Com ou sem crise, a Spring Wireless enxerga horizonte de crescimento em 2009. Este ano o faturamento dobrará para R$ 100 milhões, afirma o presidente Marcelo Conde comparando com os R$ 50 milhões apurados ao longo de 2007.
A previsão para o ano que vem é novamente duplicar as vendas de soluções de mobilidade para R$ 200 milhões, mas se os clientes se mostrarem retraídos, a Spring poderá, na pior das hipóteses, aumentar em 50% o seu faturamento, atingindo R$ 150 milhões até dezembro de 2009.
O segmento de soluções de mobilidade que envolve prestadores de serviço de campo e telefones inteligentes que enviam pedidos e enxergam estoques e sistemas não tem como não crescer porque os clientes adquirem com ele a oportunidade de aumentar a produtividade, que em tempos de turbulência financeira ganha importância relativa na gestão das empresas.
E por isso, segundo o presidente Conde, que a crise poderá promover aumento de encomendas de forma até proporcional à gravidade das dificuldades.
Criada em 2002 por duas pessoas, hoje a Spring Wireless emprega 680, acaba de receber um aporte de US$ 63 milhões do Goldman Sachs e da NEA, e está espalhada por vários continentes. “Nossos clientes nos pedem que repliquemos as soluções em suas filiais e, apesar de as plataformas de software serem todas desenvolvidas no Brasil, confiamos que é necessário providenciar a manutenção dos sistemas localmente, por isso temos crescido geograficamente”, afirmou.
A Spring Wireless está presente na América Latina, Europa, Estados Unidos e, daqui a 15 dias, estará na China. “Até 2006 nos firmamos na América Latina, com escritórios no México, Colômbia, Venezuela, Chile e Argentina. No Marcelo Conde, da Spring Wireless, diz que é impossível não crescer em 2009, mas que a expansão das vendas pode ficar em 50% ano passado, foi a vez de chegar à Bélgica e Moscou. Este ano fomos à França, Seartle (EUA) e, há uma semana, desembarcamos em Hong Kong”, afirmou o executivo. Os próximos pontos serão Pequim e Xangai.
Na condição de grande empresa de soluções de mobilidade, a Spring atua em cinco áreas de ne-
gócios serviços financeiros, que respondem por 30% do faturamento; bens de consumo, com mais 30% das vendas; e telecomunicações, “utilities” e governo, com cerca de 15% cada um. Embora os dois primeiros setores ocupem fatia maior na geração de caixa, os outros três exibem crescimento de vendas mais agressivo e vislumbram futuro de expansão progressiva.
As plataformas que servem de base são sempre as mesmas, segundo explicou Conde, mas os aplicativos são específicos e se adequam às necessidades de cada segmento econômico.
A força de campo é equipada com celulares inteügentes e tem
acesso aos sistemas, fazem pedidos, consultam os estoques e acessam a internet, atualizando as tarefas programadas.
Da sede de cada empresa, o trabalho dos vendedores pode ser acompanhado, de tal forma que a mobilidade agrega produtividade sem permitir isolamento de seus prestadores de serviço.
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