
Fonte: Valor Econômico
Embora crie novas oportunidades de trabalho para os escritórios de advocacia, como o surgimento de demandas de empresas em dificuldades, a crise financeira mundial já afeta as bancas mundo afora, ainda que de forma restrita até agora. Ao que se sabe, os gigantes do setor no Reino Unido já promoveram cortes pontuais em suas equipes e um dos maiores do mundo – o Clifford Chance – anunciou recentemente a eliminação de quase um décimo de seus advogados em Londres. No Brasil, no entanto, não há movimento semelhante, nem entre os escritórios nacionais e nem entre as filiais dos estrangeiros no país. Com matrizes instaladas no centro da crise mundial – Estados Unidos e Reino Unido -, as bancas estrangeiras presentes no Brasil, que atuam como consultorias na legislação de outros países, mantêm seus planos originais de crescimento. As que atuam no mercado brasileiro há mais tempo, como o próprio Clifford Chance, garantem que a operação brasileira não será afetada. Quem chegou no auge dos IPOs e das fusões e aquisições – como o americano Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom – aposta na expansão de outras áreas no país. E há quem esteja iniciando atividades em São Paulo no auge da crise, como o americano Simpson Thacher & Bartlett.
Há hoje oito escritórios de advocacia do exterior registrados na seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) como consultores em direito estrangeiro, sendo que quatro deles chegaram ao país de 2006 para cá. A essa lista deve somar-se, em breve, o americano Simpson Thacher, que já confirmou a abertura de um escritório na capital paulista neste ano – o décimo da banca no mundo, sendo que metade de suas filiais está nos Estados Unidos. A banca chegou a anunciar sua abertura no Brasil no ano passado, mas, segundo Danzey Burnham, diretor global de desenvolvimento do Simpson Thacher, isso não ocorreu por questões logísticas. Burnham diz que a ideia é estreitar o relacionamento que já existe com clientes brasileiros e estrangeiros em negócios envolvendo o país – a banca representou a internacional UBS na aquisição do Banco Pactual e a Gerdau em recentes aquisições nos Estados Unidos. O mercado de IPOs do Brasil, apesar de hoje inexistente, é outro fator que atrai o Simpson, que nos últimos quatro anos atuou em 50 operações que ocorreram no país.
O Simpson Thacher não é a única banca estrangeira a aportar no Brasil em plena crise. Recém-chegado, o londrino Allen & Overy acaba de instalar no país o 30º escritório da banca no mundo – depois dele, foi aberto outro, em Munique. E mantém os planos traçados para 2009. “O comprometimento com o Brasil é de longo prazo”, diz Bruno Soares, responsável pela filial brasileira do escritório, com 30 advogados no país e 5,5 mil advogados no mundo. Segundo Soares, a área mais aquecida neste ano será a de reestruturação de negócios.
Nem mesmo quem chegou antes da crise – e portanto no auge do setor de serviços jurídicos no Brasil – está mudando de ideia. No gigante Mayer Brow, que se instalou no Brasil em 2007, os cortes em razão da crise foram baixos nas 21 filiais da banca no mundo – de um total de mil advogados nos Estados Unidos, 20 foram demitidos. Mas, segundo Stephen John Hood, sócio responsável pela filial brasileira, a operação no Brasil não será atingido – e neste ano mais dois advogados serão contratados para integrar o time de nove profissionais. De acordo com Hood, o Brasil é uma das prioridades do escritório para esse ano, principalmente na área de infra-estrutura e reestruturação de negócios – dois exemplos recentes em que a banca atuou são os financiamentos estrangeiros para a Linha 4 do metrô de São Paulo, cujos contratos são regidos por lei americana, e na reestruturação de dívidas da fluminense Light. “Com os empréstimos mais difíceis na crise, há mais necessidade de advogados especializados”, diz Hood.
O caso é o mesmo do Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom, que no ano passado instalou sua filial brasileira, uma das 24 no mundo. De acordo com Paul Schnell, sócio do Skadden, a banca pretende ampliar o quadro de funcionários no Brasil e deve anunciar em breve um novo comandante para o escritório paulistano. Segundo Schnell, o Skadden possui um grupo dedicado ao Brasil há quase 20 anos, mas ter um escritório aqui possibilitou oferecer um serviço melhor aos clientes brasileiros e de outros países. “Nossa estratégia é estar nos principais centros financeiros do mundo, e São Paulo é um dos mais promissores”, diz.
Escritórios que concentravam sua atuação nos IPOs começam a encontrar outros atrativos para se manter no país, como a assessoria jurídica em projetos de infraestrutura. “É um mercado prestes a explodir”, diz André Béla Jánsky, sócio da filial nacional do nova-iorquino Sherman e Sterling, que possui 19 filiais no mundo e uma no Brasil desde 2004. Líder dentre os estrangeiros no trabalho com IPOs, a banca começa a mudar o foco após a queda abrupta desse mercado. De acordo com Jánsky, a aposta em projetos de infraestrutura segue a linha da matriz americana, cujo forte é justamente essa área – o Sherman atuou, por exemplo, na ampliação do Canal do Panamá. “Não queremos ser somente referência em IPO”, diz Jánsky. Segundo ele, não há previsão de demissões – doze advogados trabalham na filial -, mas a banca assumiu uma postura mais cautelosa e, por enquanto, não estão previstas novas contratações.
Os primeiros consultores a se estabelecer no país tampouco planejam cortes. Apesar dos cortes no Reino Unido, o inglês Clifford Chance, com 30 escritórios em 21 países e no Brasil desde 2001, garante que o plano não se estende à operação brasileira, segundo o sócio responsável por ela, Anthony Oldfield. Segundo ele, durante esses anos a banca passou por uma grande variedade de ciclos de mercado. “Nossa história de estabilidade no Brasil diz muito mais sobre como nos sentimos sobre nossas operações do que eu poderia falar”, diz. Também é boa a expectativa do Linklaters, que veio ao país em 2002 por meio de uma parceria com banca brasileira Lefosse. Segundo o advogado Gustavo Haddad, sócio do Lefosse, nos últimos dois anos o faturamento do escritório cresceu 40% e o investimento do Linklaters no país será mantido, por conta das oportunidades de trabalho trazidas com a crise.
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Escritórios associados preveem crescimento, mesmo durante crise
Escritórios de advocacia brasileiros associados a grandes firmas internacionais também apostam em um crescimento em 2009, a despeito da crise. Essa é a previsão no Trench Rossi e Watanabe Advogados, associado ao gigante Baker & McKenzie, com sede em Chicago, e no Tauil, Chequer & Mello, associado ao Thompson & Knight, cuja matriz é em Dallas. Esses escritórios atuam diretamente em questões envolvendo a legislação brasileira, porém com o suporte das bancas internacionais, que preferem adentrar no país por meio de associações do que como consultores em legislação estrangeira.
Além do Brasil, a rede Baker & McKenzie possui 70 escritórios espalhados em 38 países, que abarcam cerca de 3,9 mil advogados. Já o associado brasileiro, criado em 1959 com o perfil ” full service”, tem 152 profissionais, em filiais situadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Bahia. Segundo o sócio do Trench, Rossi Eduardo de Cerqueira Leite, não houve cortes no escritório e a produtividade do Baker & McKenzie tem aumentado nas áreas trabalhista e tributária. De acordo com ele, nos últimos anos a banca passou a atuar mais em áreas como propriedade industrial e em um novo setor de mudanças climáticas, que envolve assuntos como créditos de carbono. “Em 2009, pretendemos expandir para o setor de agronegócios”, diz Leite.
Criado em 1991, o Tauil, Chequer & Mello associou-se à banca internacional Thompson & Knight – que possui 14 escritórios pelo mundo – doze anos depois. Segundo o sócio Alexandre Chequer, os planos para 2009 foram mantidos e há previsão de contratar 20 advogados para os escritórios do Rio de janeiro e São Paulo nos próximos meses. Chequer diz que a estratégia é focar em projetos envolvendo a exploração de petróleo e no setor elétrico. “Percebemos que clientes atrasam ou desistem de projetos em função da crise, mas ao mesmo tempo o crescimento da demanda em reestruturações de empresas está compensando”, diz Chequer. (LC)
Fonte: Saúde Business Web
Atualmente, somente 35 laboratórios de diagnósticos de saúde são acreditados pela ONA em todo o Brasil
O FEMME Laboratório da Mulher anuncia a conquista da Acreditação Plena (nível 2) da Organização Nacional de Acreditação. Atualmente, somente 35 laboratórios de diagnósticos de saúde são acreditados pela ONA em todo o Brasil.
Em busca da certificação, em agosto de 2007 o laboratório implantou um setor de Qualidade, com o objetivo de tornar mais assertivos os processos de cada departamento e priorizar a questão da gestão da qualidade. Em dezembro de 2008, após a conclusão desse processo de melhorias da gestão interna, o FEMME passou pela auditoria da organização e conquistou a acreditação Plena.

Blog aproxima agências de viagem da empresa e a ajuda a economizar em ações de marketing
A Amadeus cortou em 90% o custo de campanhas de marketing direto e aumentou sua eficiência em 80% um ano depois que passou a se comunicar por meio de um blog.
Embora seja pouco perceptível pelos passageiros de avião, a tecnologia da Amadeus é parte integrante de boa parte das viagens aéreas feitas no planeta. A cada reserva de passagem feita pelas agências ou companhias aéreas, um software da empresa é acionado para completar o pedido. As corporações usam em seus sistemas de gestão módulos de software da Amadeus para organizar e fazer reservas das viagens de seus funcionários.
Desde o início do ano passado, a Amadeus Brasil investiu cerca de 120 mil reais para criar e manter o Blog 1A (http://amadeus.socialmediaclub.com.br). O custo foi para contratar a agência digital Pólvora, o serviço de armazenamento de parte da estrutura do blog. A maioria dos programas usados é de código livre, o que reduziu a despesa da empresa. Os vídeos são hospedados no YouTube.
A partir de então, em vez de usar uma mala direta, impressa e enviada pelo correio, a Amadeus Brasil faz as ações de marketing pelo site e abriu o blog para transformar clientes offline em online. No Brasil, esse universo é de 4 mil agências de viagens, com cerca de 11 mil lojas e 30 mil funcionários pelo país.
A audiência crescente do site – de 3 500 visitantes únicos em janeiro para 17 mil mensais no fim de 2008 – chamou a atenção da matriz da Amadeus, na Espanha. “Pelo menos metade desses acessos é de usuários potenciais de nossos serviços”, diz André Fróes, gerente de marketing da Amadeus Brasil. “A comunicação ficou mais fácil, rápida e fluida.”
Além dos percentuais de economia declarados pela empresa, o blog e as campanhas online trouxeram um benefício: dar uma resposta mais personalizada e direcionada para o internauta que mostra interesse por um serviço. “A partir de um comentário no blog, ou de um download de folheto PDF de nossa ação online, percebemos os temas que geram mais interesse de nossos clientes”, diz Fróes. “E a gente consegue soltar uma campanha em dois dias, em vez de 15 como antigamente.”
O projeto brasileiro começou do zero pois, segundo Fróes, “não havia na Amadeus global um projeto bem estruturado que pudéssemos emular”. Depois do blog, diz Fróes, o site da filial brasileira passou a disputar o segundo e o terceiro posto entre as páginas que atendem a Amadeus em quase cem países.
Como resultado, Fróes foi nomeado patrocinador do projeto para criar blogs e ações online semelhantes nas subsidiárias da Amadeus no México, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina. “Aqui, vamos definir novas campanhas online, e criar comunidades em uma nova rede social para nossos usuários.”








































