Uma nova geração de empresários enxerga nos aparelhos móveis a chance de lucrar como fizeram os pioneiros da internet. Saiba como você pode surfar nessa onda
Matéria de capa da Istoé Dinheiro
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O PRIMEIRO TELEFONE CELULAR chegou ao mercado em 1983, pesando 800 gramas – pouco menos que um tijolo. O primeiro SMS enviado na história partiu, em 1992, de um computador pessoal para um telefone celular. O primeiro ringtone, a música Jump, da banda americana Van Halen, surgiu em 1997. A interoperabilidade, que permitiu a integração de vários sistemas, nasceu em 1999. O mobile marketing deu as caras em 2000. A indústria de conteúdo para celular como conhecemos hoje, provavelmente não será a mesma amanhã. “Estamos no momento de construção como aconteceu com a internet, em 2000, quando os padrões de navegação e sotwares estavam sendo definidos”, diz Guilherme Ribenboim, presidente do Interactive Advertising Bureau Brasil. “O mercado de mobile marketing caminha para a replicação de tudo o que aconteceu na internet.” A rigor, o segmento ainda é embrionário e, na onda de novos aparelhos e sistemas que surgem como o iPhone, da Apple; o Android, do Google; o BlackBerry, da RIM, e o G1, da HTC –, aparecem empreendedores que estão fazendo dinheiro e história da mesma forma que os primeiros desbravadores da internet. Hoje, apesar de ainda incipiente, o mobile marketing já movimenta US$ 2,7 bilhões por ano (acompanhe quadro na página 48) e deverá alcançar a marca de US$ 12,8 bilhões até 2011.
O que despertou a atenção para os aparelhos móveis e iluminou esse mercado de modo a muitos acreditarem que o telefone poderá substituir os computadores portáteis foi o iPhone, da Apple. “Hoje é possível navegar na internet pelo celular como se navega pelo computador”, diz Marcelo Marzola, presidente da Predicta, consultoria de marketing online. Com uma tela grande e de fácil manuseio, o iPhone reinventou a indústria de aparelhos móveis e criou um nicho de mercado, fazendo com que a concorrência seguisse seus passos. Ao lançar a App Store, em julho do ano passado, a Apple abriu caminho para que qualquer pessoa, até mesmo uma criança de nove anos de idade, como Lin Ding Wen, de Cingapura, que criou um programa nos moldes do Paintbrush – (que permite pintar na tela do celular), pudesse inventar um aplicativo e torná-lo lucrativo. “Hoje, existem 50 mil desenvolvedores cadastrados na App Store”, disse à DINHEIRO Edwin Estrada, gerente de desenvolvimento de negócios da Apple América Latina. Esses desenvolvedores ganham dinheiro de uma maneira relativamente simples. Alguns cobram a partir de US$ 0,99 por download, 70% do dinheiro vai para os seus bolsos e o restante fica com a Apple. Desde programas inúteis, como o que imita o som de uma pessoa flatulenta (um sucesso planetário), passando por jogos até um dispositivo que mede a pressão arterial, os aplicativos se tornaram febre de consumo e já somam 15 mil apenas na empresa de Steve Jobs, com um total de 500 milhões de downloads. Chegar perto dessa marca é uma tarefa inglória para as concorrentes.
O portal Yahoo!, por exemplo, criou o YahooGo, no qual é possível baixar aplicativos para o celular de várias marcas e atualmente possui 200 dispositivos na praça. “Estamos participando de eventos com programadores para mostrar a eles as vantagens de criar aplicativos para a nossa plataforma”, diz Melissa Beltrão, responsável pelas soluções móveis do Yahoo!. Independentemente da concorrência existente no mercado, o segmento de mobile nasce com uma vantagem frente à internet: os softwares são livres e abrem espaço para uma novidade atrás da outra. O Google, talvez a empresa mais associada à internet no mundo, também quer mostrar sua força no universo mobile. “Quem não apostar nesse mercado estará jogando fora seu próprio futuro”, disse à DINHEIRO Alex Dias, recém-empossado presidente do Google no Brasil. O Google criou a plataforma Android, que equipa o celular G1, da HTC, fabricante de celulares de Taiwan. Segundo especialistas, o G1 é o principal concorrente do iPhone. O BlackBerry, da RIM, talvez o segundo celular mais famoso do mundo, trilhou caminho no mundo corporativo. Ele está para o trabalho como o iPhone está para o lazer. É nesse vácuo que o G1 entra. “O Android levou para o celular a principal característica do Google: a simplicidade”, afirma Dias. A exemplo da Apple, o Google também criou um local dedicado à venda de aplicativos, o Android Market, que possui até agora 900 aplicativos gratuitos à disposição dos clientes.
Todas as grandes empresas que são referência na área tecnológica apostam suas fichas nas oportunidades de negócios geradas pelo celular. A Microsoft, de Bill Gates, planeja para 2009 o lançamento de uma loja nos mesmos moldes da App Store. Tratase da Microsoft Market Place, que oferecerá aplicativos pagos e gratuitos. A Nokia, sócia majoritária do sistema operacional Symbian, criou um grupo de trabalho para estimular e treinar desenvolvedores de aplicativos. Essa profunda transformação foi iniciada há apenas uma década. Alguns empreendedores entraram no mercado assim que ele surgiu – e já fazem fortuna com isso. Outros apostam nas infinitas oportunidades de negócios que o segmento mobile oferece. A seguir, histórias de empresários que descobriram bem antes que os celulares são capazes de tudo – eles transmitem vídeos, enviam mensagens, oferecem jogos, navegam pela internet. E até falam.
O pernambucano Felipe Andrade deve ser um dos únicos brasileiros que recusaram uma proposta de emprego do Google. E não era uma proposta qualquer. No ano passado, ele foi chamado para trabalhar na divisão de novas tecnologias que a empresa possui em Londres, na Inglaterra. O convite incluía casa, rendimentos superiores aos que recebia e uma tremenda possibilidade de crescimento profissional. Mas Andrade preferiu ficar. O motivo? “A área de atuação da minha empresa vai crescer muito no Brasil e eu não quero perder essa oportunidade”, diz. Esse cientista da computação de 27 anos é dono da I2 Tecnologia, companhia sediada no Recife que cria jogos e aplicativos para celulares.
Andrade montou a I2 em 2006 com o sócio Luciano Ayres, engenheiro de software de 28 anos que, como ele, é recifense e não troca a sua cidade por nada. A empresa surgiu como incubada do Instituto de Tecnologia de Pernambuco, que tem ajudado a fazer do Estado nordestino um dos polos de florescimento tecnológico do Brasil. Ases de informática, Andrade e Ayres desenvolveram nos últimos dois anos mais de 30 jogos de esportes, como futebol, vôlei e tênis, que podem ser acessados em smartphones. Também foram responsáveis por dezenas de aplicativos, a maioria deles para rodar em aparelhos fabricados pela Nokia.
No mundo mobile, são quase celebridades. Blogs e fóruns de discussão especializados em tecnologia não economizam elogios ao trabalho deles. A popularidade da dupla aumentou com a conquista do prêmio Nokia Sem Limites, conferido aos projetos mais inovadores. A I2 ficou em primeiro lugar com o aplicativo Rio Mobile, que permite a visualização das câmeras de trânsito do Rio de Janeiro em tempo real. “Suponha que você está em Ipanema e quer saber como está o tráfego em qualquer outro lugar da cidade. Basta acessar o aplicativo e a resposta virá, ao vivo”, diz Ayres. As ideias criativas e soluções tecnológicas criadas pela dupla chamaram a atenção do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Um programa desenvolvido pela I2, chamado de Flyer Framework, está sendo testado na universidade americana. “Eles nos convidaram para apresentar o projeto ao vivo”, diz Andrade. O sucesso é traduzido em dinheiro. No ano passado, a I2 faturou US$ 300 mil. Em 2009, as receitas devem saltar para US$ 2 milhões.
THE NEW YORK POST NA TELA DOS CARIOCAS
Quando a Apple lançou a App Store, sua loja de aplicativos, em 11 de julho de 2008, os empresários cariocas Alex Pinheiro, 36 anos, e Reinaldo Mello, 28 anos, já estavam preparados para a febre que se seguiria. Sócios na Gol Mobile, empresa que desenvolve soluções e conteúdo para celular, eles já tinham em mente alguns dos produtos que lançariam na badalada loja online da empresa de Steve Jobs. Tanto é que foram os primeiros brasileiros a lançar um aplicativo na App Store. Tratava- se do Brasil Flex, que faz a conta do consumo de gasolina e álcool do carro. Depois desse aplicativo, a Gol Mobile desenvolveu um jogo chamado Desafio e passou a criar produtos corporativos. “A base de iPhone no mundo vem crescendo ano a ano e as próprias agências de publicidade estão pondo o aparelho nos planos de mídia dos anunciantes”, diz Pinheiro. “Em vez de anunciar em um outdoor, elas estão buscando o iPhone.” Um projeto corporativo, diz Pinheiro, custa entre R$ 150 mil e R$ 250 mil.
Os resultados de comunicação para as empresas têm crescido na proporção do aumento da base de celulares 3G. A vantagem é ainda maior para marcas que possuem presença em vários lugares do mundo. Afinal, os aplicativos da App Store são distribuídos em mais de 70 países. “Dos 38 mil downloads dos nossos programas, 700 foram no Japão”, diz Pinheiro. O trabalho da empresa, quem diria, chamou a atenção dos editores do jornal americano The New York Post. Na última quinta-feira 26, a diretoria do jornal se reuniu com executivos da Gol Mobile, em Nova York, para discutir a produção de um aplicativo do Post. “Só de nos chamarem, mostra que o Brasil vai se tornar no desenvolvimento de aplicativos um dos maiores players do mundo. É o mesmo que aconteceu com as agências de publicidade brasileiras que são vistas como as mais criativas que existem”, diz Pinheiro.
Toda vez que um cliente que possui celular com bluetooth ligado entra num dos restaurantes de Sérgio Arno, ele recebe receitas exclusivas do chef de casas como La Vecchia Cucina, Alimentari e La Pasta Gialla. O sistema foi desenvolvido pela Pocket Midia, empresa que atua no mercado de mobile marketing. A empresa vive basicamente de boas ideias – que, aliás, não param de surgir. “Pensamos em iniciativas que possam criar uma relação amigável entre uma determinada companhia e seus clientes”, afirma Fabiano Destri, 34 anos, sócio da Pocket junto a um empresário francês. Foi Destri quem pensou em oferecer a qualquer pessoa que passe diante de um cinema a programação que está sendo exibida ali. O sistema, inédito no Brasil e que terá o patrocínio de uma grande rede cinematográfica, deve estrear nos próximos meses e poderá ser acessado por quem tiver bluetooth. Inovações simples como essa ajudam a Pocket a faturar, por ano, R$ 1,9 milhão.
Os novos empreendedores descobriram que o grosso do dinheiro do universo mobile está na publicidade. Uma das maiores agências do setor no Brasil, a Hands tem 80% de seu faturamento gerado por ações de marketing. Os outros 20% vêm da criação de sites móveis para empresas como Vale, Volkswagen, Climatempo e Claro. “Muitas companhias imaginam que basta pegar a página normal da internet e transferi-la para o celular”, diz César S. César, 38 anos, sócio da Hands. “São linguagens totalmente diferentes.” Segundo pesquisa informal da Hands, das 100 maiores empresas do Brasil, apenas quatro possuem sites móveis. Eis aí uma nova oportunidade para empreendedores.
No último Natal, o MorumbiShopping, em São Paulo, se viu diante de um dilema. Como fazer uma ação que chamasse a atenção das famílias e se diferenciasse dos demais concorrentes? Afinal, muitos iam ao shopping apenas para que as crianças vissem o Papai Noel – tática usada por todos os shoppings da capital paulista. Foi aí que entrou o trabalho da SupportComm, empresa de dados para celular fundada em 1999. “Criamos uma ação inovadora para eles”, diz Alberto Leite, 33 anos, presidente da empresa. Quando as crianças se postavam para a foto, uma promotora do shopping tirava uma fotografia pelo celular e, imediatamente, enviava a imagem por meio de bluetooth para um sistema conectado a oito telões localizados em pontos estratégicos do shopping. “Essa é apenas uma das ferramentas que dispomos hoje”, diz Leite. Fundada em 1999, como uma empresa que fazia automação de call center, a SupportComm transformou-se numa das maiores do setor de dados para celular. Detalhe: entrou nesse mercado em 2003, quando comprou a w-Aura.
“Mas foi em 2008 que começamos a explorar novas áreas como mobile marketing, pagamento via celular e SMS”, explica Leite. A aposta mostrou- se promissora. No ano passado, a empresa faturou R$ 29 milhões e, para 2009, a meta é chegar a R$ 36 milhões. Cerca de 45% do faturamento da empresa vem do desenvolvimento de sites terceirizados de operadoras como, por exemplo, Vivo e Claro. “Fazemos os portais das empresas na internet e no celular”, diz Leite. Por enquanto, a companhia não entrou no desenvolvimento de aplicativos, mas é um caminho inevitável, já que atua em todas as áreas que envolvem negócios no celular.
No início de março, um funcionário contratado pela Navita, empresa especializada na criação de dispositivos para BlackBerry, recebeu uma ligação telefônica de um italiano. O sujeito, que estava em seu país, tinha dúvidas sobre o funcionamento de um programa de tradução que a Navita desenvolveu para o smartphone fabricado pela canadense Research in Motion (RIM). O episódio ilustra como uma pequena empresa pode, de uma hora para outra, se tornar global ao fazer um aplicativo de sucesso. O software da Nativa, chamado de BBTranslator, traduz palavras e frases em seis idiomas diferentes. Desde que foi lançado, em fevereiro, o tradutor foi baixado por cinco mil usuários de BlackBerry – os pedidos vieram de dezenas de países. “Por enquanto, qualquer um que possua o aparelho pode baixar o programa de graça”, diz
A ideia é oferecer o BBTranslator como uma espécie de aperitivo. Quando a loja virtual da RIM começar a funcionar (o que deve acontecer no primeiro semestre nos Estados Unidos, e até o final do ano no Brasil), Dariva espera faturar alto. Ele vai colocar na rede mobile uma versão mais completa do tradutor, com outros idiomas disponíveis. Desta vez, o serviço será pago. O preço deve ficar em torno de US$ 9,99. Pelas normas da RIM, a Nativa embolsa 80% desse valor, ou cerca de US$ 8. Isso significa que, se cinco mil aplicativos forem vendidos, a parte que cabe à empresa brasileira será equivalente a US$ 40 mil. Mas cinco mil downloads do programa de tradução é uma projeção exageradamente tímida. “Não sabemos quanto, mas a tendência é que um número muito maior que esse seja vendido.” Se isso acontecer, a empresa deve aumentar consideravelmente seu faturamento, hoje na casa dos R$ 4 milhões. A RIM estimula a parceria com empresas como a Navita. “Já abrimos inscrições para o programa de desenvolvedores de aplicativos para o BlackBerry”, diz Henrique Monteiro, coordenador da área de produto da RIM para a América Latina.
Assim como a Nativa, que focou os negócios na RIM, muitas empresas que estão surgindo nesse mercado preferem direcionar seu trabalho para uma única fabricante de celulares. É o caso da Finger- Tips, que prioriza a Apple. A empresa, sediada em São Paulo, cria programas para rodar no Iphone. Um deles, feito a título de brincadeira, é um sucesso impressionante. Trata-se do Oxo, como eles chamaram o bom e velho jogo da velha para celulares. Lançado no final de janeiro e vendido a módicos US$ 0,99, o joguinho foi baixado por 20 mil pessoas de países como Estados Unidos, México, Japão, Canadá, Índia e África do Sul. “Honestamente, ninguém da empresa esperava que fosse virar uma febre”, afirma Raul Ferreira, 38 anos, um dos sócios da FingerTips.
A história do empresário Marcelo Condé, 36 anos, presidente e maior acionista da Spring Wireless, empresa de soluções para celular, se confunde com a de vários empreendedores americanos que fizeram fama e fortuna no Vale do Silício. Só que Condé é brasileiro da gema. Formado em engenharia mecatrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ele partiu para os Estados Unidos para cursar MBA em Harvard. Lá, percebeu como os aparelhos de mão, os chamados PDAs e telefones celulares, ganhavam espaço como ferramentas de trabalho para algumas empresas e enxergou uma oportunidade de lucrar com isso. Com uma boa dose de ousadia, Condé voltou ao Brasil em 1999 e bateu à porta de bancos para conseguir um aporte para montar sua empresa. E conseguiu. O Softbank liberou US$ 3 milhões e ele montou sua empresa. “Trabalhamos no desenvolvimento de software para soluções de vendas para empresas, no comércio eletrônico via celular e também no mercado de mobile marketing”, diz Condé.
Hoje, a Spring Wireless conta com uma carteira de mais de 450 clientes de peso como AmBev, Santander, Kellogs, Coca-Cola, e faturou US$ 93 milhões em 2008. “Vamos faturar US$ 130 milhões em 2009”, aposta Condé. Os resultados da Spring Wireless foram tão bons que chamaram a atenção do banco Goldman Sachs e da empresa de venture capital New Enterprise Associates (NEA) que, em agosto do ano passado, compraram 40% da companhia por US$ 63 milhões. Com esse dinheiro, Condé adquiriu a Octo, empresa de mobile marketing, e abriu filiais nos Estados Unidos, na China e na Rússia. No total, a Spring Wireless tem presença em 16 países e tornou-se a maior do setor na América Latina. “A área de mobile marketing tem crescido a uma média de 120% ao ano”, diz Condé. Além de aplicativos, ela desenvolve sites específicos para celular e campanhas SMS. “Mas não elegemos o iPhone como o único meio. Desenvolvemos projetos que funcionem em todas as plataformas”, diz Condé.
Especialista em relacionamentos, a Plusoft reinventa-se para entender profundamente seus clientes e suas necessidades, e criar soluções personalizadas.
Nos anos 90, os primeiros sinais da evolução das relações de consumo e relacionamento entre clientes e empresas começavam a surgir. O foco de atenção que, até então se voltava para os produtos, voltou-se para o cliente. Por conta disso, questões sobre relacionamento, há muito tempo esquecidas, estão sendo relembradas e praticadas pelas empresas. Pesquisas, em todo o mundo, mostram que o custo para manter um cliente é até cinco vezes menor do que para conquistar um novo. Sabendo disso, as empresas passaram a apostar suas fichas nas soluções baseadas nos valores intagíveis, como satisfação integral e lealdade, que ajudam na retenção de clientes.
Guilherme Porto, presidente da Plusoft:
“Neste momento temos como lema o entendimento profundo sobre o cliente para poder atendê-lo. Com isso, conseguimos obter uma compreensão rápida sobre as necessidades de cada um para saber como vão passar pelas incertezas. Cada cliente tem um perfil e um segmento de mercado. Você consegue montar diferentes estratégias para ajudar cada um. Trabalhamos sua base direta de informações para auxiliar na agilidade da tomada de decisões. Os dados captados muitas vezes são estratégicos para esse processo. nossa meta é tornar o nosso cliente 2.0 para, por consequência, conseguir atender seus clientes mais exigentes.”
São Paulo, 30 de Março de 2009 – Os escritórios de advocacia estão criando comitês ou equipes direcionadas a resolver problemas de clientes impactados pela crise financeira. A crescente demanda por áreas como trabalhista, tributária e contenciosa nas bancas está provocando uma reestruturação de departamentos. Alguns especialistas trabalham exclusivamente para orientar clientes diante do atual cenário econômico. O Trench, Rossi e Watanabe Advogados, por exemplo, criou um comitê de crise, que reúne diversas áreas para atender clientes com este perfil.
De acordo com Marcio de Souza Polto, sócio da banca, desde outubro do ano passado, consultas ligadas à recuperação judicial aumentaram 300% e as demais áreas, tais como trabalhista e de litígios, entre 30% e 40%. “Muitos clientes nos procuram por orientações, mas não sabem a extensão do seu problema, já que em momento de crise são várias as áreas afetadas. Com o comitê, a integração é absoluta”, explica o advogado. A equipe é formada por cinco sócios de reestruturação financeira, imobiliário, compliance e litígios, exclusivos para casos oriundos da crise.
“Além dessa integração, cada especialista foi treinado para ter noções econômicas”, afirma a economista Claudia Metzger, diretora-geral do escritório. Ela ressalta que o fato do Trench, Rossi e Watanabe ter parceria com o Baker & McKenzie auxiliou no sucesso do comitê. “Os especialistas possuem experiência com o mercado estrangeiro”, diz.
A necessidade
Como o Trench, o Rayes, Fagundes e Oliveira Advogados também sentiu necessidade de criar uma equipe especial para atender a demanda da crise. O grupo, formado por três sócios, coordena áreas que visam principalmente as reestruturações de empresas. “É uma oportunidade tanto para os clientes, quanto para o escritório, pois deixou de ser nosso trabalho de esporádico para frequente”, analisa João Paulo Fagundes, sócio da banca. Segundo o advogado, o trabalho da equipe cresceu tanto que estão contratando mais seis especialistas para as áreas trabalhista, tributária e contenciosa.
Um grupo de crise, com quatro sócios, também foi criado pelo escritório Ulisses Sousa Advogados Associados. “Os clientes que tinham problemas pontuais agora têm problemas de diversas áreas e procuram escritórios que trabalhem integralmente”, comenta Ulisses César Martins de Souza, sócio da banca. “De outubro para cá, desde que criamos a equipe, subiu para 32% nossa carteira de clientes a procura de orientações”, acrescenta.
Preparo Ulisses César Martins de Souza explica que no Maranhão, por exemplo, – onde está a sede da banca – diminuiu muito a produtividade das empresas e muitos contratos, principalmente de mão-de-obra, foram rompidos. “Como as decisões são onerosas, isto acaba refletindo nos escritórios. Tem que estar preparado para atender esta demanda”, analisa o advogado.
Da mesma forma pensa Paulo Rocha, sócio do Demarest e Almeida Advogados. “Houve um crescimento por consultas nas áreas de recuperação judicial e renegociação de contratos financeiros”, afirma. No entanto, diferentemente dos demais, o escritório não teve a necessidade de criar um grupo específico para crise, pois, segundo o especialista, sempre tiveram esta preocupação multidisciplinada. “Temos oito advogados que estão direcionados para atividades ligadas à crise, mas não estão exclusivos a elas”, justifica o advogado.
(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 10)(Fernanda Bompan)
Saiba como melhorar a performance de seu roteador sem fio
Fonte: Folha de São Paulo
São vários os fatores que influenciam a qualidade do sinal de uma rede sem fio. “Em tese, tudo pode ser um obstáculo para o sinal, inclusive o ar.” É o que diz o gerente de produtos da D-Link, André Teixeira. Já o usuário topa com essas barreiras quando, no quarto de sua casa, a internet sem fio começa a falhar.
Segundo Carlos Morimoto, editor do Guia do Hardware (www.guiadohardware.net), “as superfícies metálicas são as maiores inimigas do sinal”. Ele diz que elas não só obstruem o sinal, como o refletem. Por isso, colocar o roteador ao lado de uma janela metálica e esperar que ele chegue intacto ao escritório, que fica do outro lado da casa, não é uma boa ideia. As paredes no caminho também devem ser consideradas. O concreto deixa o sinal passar, mas cobra o seu pedágio, absorvendo uma parte dele. Como as lajes costumam ser mais grossas que as paredes, em casas com mais de um andar o sinal pode ficar comprometido. Além disso, as ondas descem com mais facilidade do que sobem -prefira sempre lugares altos para o roteador. A água também é uma barreira. Por isso, não deixe o roteador perto de filtros ou aquários. Quem também atrapalha o sinal são o telefone sem fio e o micro-ondas. Os dois aparelhos operam na mesma frequência do roteador -2,4 GHz. Uma solução é manter os dispositivos longe ou alterar a frequência do roteador para 5 GHz, quando isso for possível.
Aumentando o sinal
O problema é que muitas dessas barreiras ao sinal não podem ser removidas ou controladas. Dessa forma, diz Reynaldo Stirbolov, consultor de redes da Impacta Tecnologia, dispositivos como antenas podem ser úteis para dar um impulso à sua conexão. “Elas são mais baratas que o repetidor.” As antenas são acopladas ao roteador e ajudam no direcionamento e concentração do sinal, o que permite ganhos de alcance. Já o repetidor é um dispositivo isolado que funciona como um roteador, retransmitindo o sinal fraco e ampliando a sua potência.
Compartilhamento
A quantidade de pessoas e o tipo de uso que cada uma faz da rede -como downloads, TV on-line- influi na velocidade de uma rede sem fio. Para minimizar o problema, é importante verificar se não há invasores compartilhando a rede. Também é imprescindível fazer a configuração de segurança do roteador. “Quando você compra o seu roteador ele vem com a guarda baixa, pronto para que você plugue na tomada e comece a usar”, afirma Arlindo Flávio da Conceição, professor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Unifesp de São José dos Campos. É fundamental que o usuário altere a senha padrão do roteador e, em seguida, crie uma outra senha que permita o acesso à rede wireless propriamente. O professor alerta, no entanto, que a configuração de uma senha para o roteador e para a rede não garante a segurança da navegação. O usuário deve sempre manter o seu sistema operacional atualizado e, quando for realizar transações bancárias ou transmitir dados privados, preferir os sites que utilizam o protocolo “https” em vez do usual “http”.
Novo roteador permite mais velocidade
Os roteadores e a maioria dos equipamentos wireless, atualmente, usam a especificação 802.11. Esse padrão foi adotado em 1999 por um consórcio de empresas para facilitar a compatibilidade.
A organização adotou o nome Wi-Fi, que acabou virando um sinônimo para redes sem fios.
Um sistema de letras identifica os avanços tecnológicos no Wi-Fi. O B, primeiro a se popularizar, tem velocidade de 11 Mbps, com 30 metros de alcance em média.
O padrão G, mais utilizado atualmente, tem velocidade de 54 Mbps (valor que dobra para 108 Mbps no caso do super G) e alcance médio de 150 metros.
O padrão mais avançado é o N, lançado em 2007. A velocidade passa para 300 Mbps. Em alguns roteadores o sinal chega até os 500 metros. Os padrões mais avançados são compatíveis com os anteriores, mas não basta trocar o roteador: o aparelho que vai acessar a rede sem fio deve ser compatível com o padrão N para que ele usufrua de toda a capacidade.
A velocidade extra, porém, é praticamente irrelevante quando se trata da conexão com a internet, já que os planos residenciais geralmente não passam dos 12 Mbps.
Optar por roteadores de padrão N, portanto, vale mais a pena se o problema for mesmo a distância do sinal.
Também é válido se o objetivo for aumentar a velocidade da rede sem fio para melhorar a troca de dados entre computadores ou transmitir conteúdo do computador para uma TV, por exemplo.
PRODUTOS
NETGEAR WPN824
O roteador funciona no padrão Super G. O alcance do sinal é de 100 metros em área aberta Preço sugerido: R$ 280
www.netgear.com.br
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Fonte: TI Inside
Prática usual entre bancos, governos e órgãos públicos, gestão eletrônica de documentos conquista usuários entre pequenas empresas e vira recurso obrigatório na telefonia celular
O Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED) pega carona na esteira do movimento de terceirização dos serviços de impressão de documentos e ganha mais alento como opção transformadora de custos dos processos de negócios das empresas brasileiras. Os casos de pleno sucesso na utilização de tecnologias GED não se limitam mais apenas ao mercado financeiro, embora aí, juntamente com as companhias de seguros e previdências, ainda esteja o maior mercado. Grandes usuários são atualmente diversos organismos do governo federal e áreas dos governos estadual e municipal, além de tribunais, servilços públicos e empresas de telecomunicações, principalmente as operadoras de celular, obrigadas pela Anatel a armazenar, em mídia digital, informações dos seus clientes por pelo menos cinco anos.
(…)
Um de seus parceiros no Brasil, a Documentar, empresa com mais de 20 anos de atuação nesta área, com clientes como Petrobras, Samarco, Gerday, Braskem, Sanofi Aventis, decidiu ampliar seu portifólio de soluções e investir no mercado das pequenas e médias empresas. A Documentar apresentou recentemente o primeiro software no modelo ASP (Application Service Provider) aplicado à gestão e organização de documentos eletrônicos: o i4BS – Information for Business Solution.
O modelo ASP permite que as empresas hospedem seus dados e aplicativos em data centers (físicios, ou pela “nuvem”) por meio dos quais os usuários acessam, processam, atualizam e obtém informações dos sistemas pela internet.










































