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30
mar

Não perca esta onda

por RMA

Saiba como melhorar a performance de seu roteador sem fio
Fonte: Folha de São Paulo

netgear_folha_250309_São vários os fatores que influenciam a qualidade do sinal de uma rede sem fio. “Em tese, tudo pode ser um obstáculo para o sinal, inclusive o ar.” É o que diz o gerente de produtos da D-Link, André Teixeira. Já o usuário topa com essas barreiras quando, no quarto de sua casa, a internet sem fio começa a falhar.

Segundo Carlos Morimoto, editor do Guia do Hardware (www.guiadohardware.net), “as superfícies metálicas são as maiores inimigas do sinal”. Ele diz que elas não só obstruem o sinal, como o refletem. Por isso, colocar o roteador ao lado de uma janela metálica e esperar que ele chegue intacto ao escritório, que fica do outro lado da casa, não é uma boa ideia. As paredes no caminho também devem ser consideradas. O concreto deixa o sinal passar, mas cobra o seu pedágio, absorvendo uma parte dele. Como as lajes costumam ser mais grossas que as paredes, em casas com mais de um andar o sinal pode ficar comprometido. Além disso, as ondas descem com mais facilidade do que sobem -prefira sempre lugares altos para o roteador. A água também é uma barreira. Por isso, não deixe o roteador perto de filtros ou aquários. Quem também atrapalha o sinal são o telefone sem fio e o micro-ondas. Os dois aparelhos operam na mesma frequência do roteador -2,4 GHz. Uma solução é manter os dispositivos longe ou alterar a frequência do roteador para 5 GHz, quando isso for possível.

Aumentando o sinal

O problema é que muitas dessas barreiras ao sinal não podem ser removidas ou controladas. Dessa forma, diz Reynaldo Stirbolov, consultor de redes da Impacta Tecnologia, dispositivos como antenas podem ser úteis para dar um impulso à sua conexão. “Elas são mais baratas que o repetidor.” As antenas são acopladas ao roteador e ajudam no direcionamento e concentração do sinal, o que permite ganhos de alcance. Já o repetidor é um dispositivo isolado que funciona como um roteador, retransmitindo o sinal fraco e ampliando a sua potência.

Compartilhamento

A quantidade de pessoas e o tipo de uso que cada uma faz da rede -como downloads, TV on-line- influi na velocidade de uma rede sem fio. Para minimizar o problema, é importante verificar se não há invasores compartilhando a rede. Também é imprescindível fazer a configuração de segurança do roteador. “Quando você compra o seu roteador ele vem com a guarda baixa, pronto para que você plugue na tomada e comece a usar”, afirma Arlindo Flávio da Conceição, professor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Unifesp de São José dos Campos. É fundamental que o usuário altere a senha padrão do roteador e, em seguida, crie uma outra senha que permita o acesso à rede wireless propriamente. O professor alerta, no entanto, que a configuração de uma senha para o roteador e para a rede não garante a segurança da navegação. O usuário deve sempre manter o seu sistema operacional atualizado e, quando for realizar transações bancárias ou transmitir dados privados, preferir os sites que utilizam o protocolo “https” em vez do usual “http”.

Novo roteador permite mais velocidade

Os roteadores e a maioria dos equipamentos wireless, atualmente, usam a especificação 802.11. Esse padrão foi adotado em 1999 por um consórcio de empresas para facilitar a compatibilidade.

A organização adotou o nome Wi-Fi, que acabou virando um sinônimo para redes sem fios.

Um sistema de letras identifica os avanços tecnológicos no Wi-Fi. O B, primeiro a se popularizar, tem velocidade de 11 Mbps, com 30 metros de alcance em média.

O padrão G, mais utilizado atualmente, tem velocidade de 54 Mbps (valor que dobra para 108 Mbps no caso do super G) e alcance médio de 150 metros.

O padrão mais avançado é o N, lançado em 2007. A velocidade passa para 300 Mbps. Em alguns roteadores o sinal chega até os 500 metros. Os padrões mais avançados são compatíveis com os anteriores, mas não basta trocar o roteador: o aparelho que vai acessar a rede sem fio deve ser compatível com o padrão N para que ele usufrua de toda a capacidade.

A velocidade extra, porém, é praticamente irrelevante quando se trata da conexão com a internet, já que os planos residenciais geralmente não passam dos 12 Mbps.

Optar por roteadores de padrão N, portanto, vale mais a pena se o problema for mesmo a distância do sinal.

Também é válido se o objetivo for aumentar a velocidade da rede sem fio para melhorar a troca de dados entre computadores ou transmitir conteúdo do computador para uma TV, por exemplo.

PRODUTOS

NETGEAR WPN824
O roteador funciona no padrão Super G. O alcance do sinal é de 100 metros em área aberta Preço sugerido: R$ 280
www.netgear.com.br

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