Ceila Santos – O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo vai padronizar numa única plataforma os 10 sistemas responsáveis hoje pelos processos de Primeira Instância e quatro sistemas referentes aos processos de Segunda Instância com objetivo de preparar o Tribunal para o processo eletrônico.
A migração dos 14 sistemas para nova plataforma será finalizada até fim deste ano na capital paulista e a previsão é de que o projeto seja finalizado nos 600 municípios – que compõem as comarcas do Estado – até 2011. A Softplan é a responsável pelo desenvolvimento do novo sistema de automação do judiciário paulista, conhecido pela sigla SAJ, entre outros parceiros.
Cláudio Pedrassi, juiz assessor da presidência do TJSP para área de informática e comunicação, explica que a migração faz parte do projeto de informatização do Tribunal, que começou em 2005 a partir da aquisição de equipamentos de infraestrutura de rede para suportar o novo sistema. “Hoje são 700 prédios linkados em rede, 40 mil desktops, 2,7 mil notebooks, 330 servidores hospedados em três sites de data centers e, neste momento, estamos estudando ampliação do data center para redundância”, informa.
A gestão de segurança deste ambiente de TI foi terceirizada nas mãos da Arcon há cerca de um ano, que implantou nas operações do TJSP soluções dos parceiros Trend Micro e Websense, e hoje provê um gerenciamento do ambiente de segurança através de seu Centro de Operações de Segurança e Rede, localizado em São Paulo e com redundância no Rio de Janeiro. “Nosso foco de segurança é diferente porque está baseado na integridade das informações já que 98% delas são públicas e, por isso, não pode ser adulterada nem modificada”, ressalta.
Terceirização na Justiça
O Tribunal deixou de se preocupar em ter uma equipe atualizada e disponível 24 horas por dia para gestão da Segurança da Informação. Isso porque o monitoramento do ambiente garante que os recursos de infraestrutura sejam usados efetivamente para os objetivos da atividade principal do TJSP, a justiça, e não utilizados por malwares, códigos maliciosos e atividades que minam a produtividade. Todos os sistemas processuais e administrativos utilizam segurança baseada em certificação, assinatura e protocolo digital.
“Dessa forma, não é necessário acompanhar se tarefa por tarefa foram cumpridas. E isso, em termos de gestão, é um grande diferencial e garante que o sistema tenha sua máxima performance”, observa Pedrassi. O TJSP pode acompanhar continuamente o nível de serviço pela web, além de ter o resultado analítico em relatórios e apresentações realizadas periodicamente com o objetivo de discutir as melhores práticas e planos de ação e definir o planejamento para as semanas seguintes.
“É de conhecimento público que a Justiça por tradição é conservadora e fazer mudança tecnológica dentro de uma instituição com este perfil é pouco complicado. Mas não é impossível. Hoje, o tribunal já entende que nosso negócio não é Tecnologia, o que contribui para avaliar o outsourcing em relação ao custo e segurança. Terceirizar infraestrutura não é terceirizar a gestão”, reforça.
Migração para Fim do Papel
Hoje a migração dos sistemas acontece somente na capital e, após a implementação do sistema em cada unidade, a área de TI do Tribunal aguarda um período de 6 a 8 meses para adoção do processo eletrônico. A idéia é de que cada unidade tenha até 8 anos após implementação para eliminar o papel de todos processos jurídicos, utilizando 100% o sistema eletrônico. É bom lembrar que o TJSP representa 49% dos processos em tramitação nos TJs do País.
“É muito complicado passar para um sistema único que permita uma interface simples de busca para disponibilizar a informação pública sobre os processos jurídicos porque essa mudança exige também uma reforma judiciária que transforme o mecanismo dos processos jurídicos”, observa Pedrassi.
Com o fim do papel, o Tribunal precisará reorganizar suas atividades para não transferir o gargalo das unidades aos juízes, explica Pedrassi. “Por isso, o prazo de até 8 anos para eliminação do papel”, justifica. Ele conta que a migração dos sistemas permitirá aumentar em até três vezes a produtividade dos 44 mil funcionários do Tribunal. “Hoje, a lentidão da Justiça acontece por diversos fatores. Um deles é o gargalo existente entre a quantidade de processos jurídicos e o número de profissionais. O ideal é que um funcionário cuide de 300 processos e, com automação, cada funcionário terá condições de lidar com 1 mil processos. A realidade hoje, entretanto, é de um número muito maior de processos para cada funcionário, o que também gera morosidade”, explica.
O caminho para transformar o Tribunal da Justiça de São Paulo num órgão público totalmente informatizado é bastante longo envolve diferentes projetos, inclusive da reforma judiciária para reformular a tramitação da Justiça. Ou seja, o uso do papel nos processos jurídicos ainda será uma realidade nos próximos anos.
Fonte: Estado de Minas
Empresa mineira desenvolve programa inovador para organizar documentos eletrônicos
Uma das principais necessidades de uma empresa, seja ela de qual porte for, é contar em seu departamento de TI com um software próprio para agilizar todos os seus processos operacionais – nos mais variados níveis da organização –, se constituindo em uma eficaz ferramenta de busca capaz de guardar, organizar, resgatar e apresentar informações de forma precisa e rápida. Claro que o mercado oferece variadas opções para isso, só que baseadas em programas mais convencionais, que não atingem de forma abrangente as demandas empresariais. Ou, então, é preciso juntar diferentes ferramentas, criar um conjunto de soluções para chegar a um resultado satisfatório.
A última novidade para a área, e que promete inovar a organização de documentos eletrônicos, é mineira e foi criada por uma empresa da capital que há 23 anos trabalha desenvolvendo produtos e serviços dirigidos à gestão de documentos. A solução é um software, que recebeu o nome de I4BS (um trocadilho para Information for Business Solution), concebido pela Documentar. “Em síntese, ele é um organizador automático de informações, que desenvolvemos no ano passado com tecnologia própria, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), inicialmente para ser uma ferramenta de ajuda às pequenas empresas. Entretanto, o software, que só começamos a apresentar no início do ano, se mostrou tão completo e eficaz que já estamos em negociação com um cliente para a cessão de 6 mil licenças. A própria Documentar se tornou usuária dependente dele”, afirma a diretora Executiva e de Operações da empresa, Maria de Fátima Barbosa Garcia.
Fonte: Revista do Varejo
Lojistas precisam explorar benefícios extras de equipamentos e sistemas de automação – e não apenas os operacionais – para melhorar resultados
Há dez anos, automatizar os pontos-de-venda e conseguir acompanhar as grandes redes era o desejo de muitos varejistas. Na verdade, o que se ansiava era apenas uma parte do que acontecia na retaguarda das maiores lojas e supermercados: o uso de novas soluções já permitia um melhor controle dos estoques, das vendas e da contabilidade. Os leitores óticos e caixas informatizados agilizaram o atendimento e otimizaram a capacitação de informações transacionais. Mais que isso, foram o marco de uma nova era para o setor varejista. Hoje, a Tecnologia da Informação (TI) está disseminada em diferentes esferas do varejo e se tornou item obrigatório para quem deseja tomar as rédeas do negócio, e não o contrário. Se em um primeiro momento seu uso era baiscamente operacional, a atual concorrência exige que os varejistas saibam usar essas ferramentas de maniera cada vez mais estratégica.
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O consumidor, razão de ser das vendas, também recebeu a devida atenção. Na última década, disseminara-se softwares específicos que gerenciam o relacionamento e as interações entre ele e o varejo, os chamados CRMs. Os atuais sistemas de relacionamento são capazes de reunir informações através do registro dos hábitos de compras, pesquisas e marketing ou mesmo através de contatos com as centrais de relacionamento da empresa. Aos transformar essas informações em conhecimento, é possível entender as preferências e criar ofertas direcionadas, o que ajuda a conseguir a tão desejada fidelização do cliente. “Quando o consumidor se sente bem servido, não acha necessário buscar o que procura no concorrente”, afirma Anna Zappa, diretora de marketing da Plusoft, empresa de desenvolvimento e consultoria em CRMs que tem as Casas Bahia como um de seus principais clientes do varejo. “Essas informações tmabém podem ser úteis até na hora da cobrança, que serão feitas de forma mais assertiva e personalizada, tratando de maneira diferente os que já possuem histórico de inadimplência e os que deixaram de pagar pela primeira vez”, completa.
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Plusoft na Revista Do Varejo
Fonte: Exame PME
Como uma ferramenta wiki – aquele sistema utilizado pela enciclopédia online Wikipédia – pode ajudar a aprimorar os processos em uma pequena ou média empresa
O sumiço de um único e-mail pode colocar em dúvida a eficiência dos processos de uma pequena ou média empresa? O empreendedor Gilberto Martins, sócio da carioca Elumini, empresa de tecnologia da informação que faturou 42 milhões de reais em 2008, descobriu a resposta na prática. Certa vez, um cliente solicitou, por e-mail, alterações num software que estava em desenvolvimento. Quanto recebeu o programa, porém, negou que tivesse pedido as mudanças e exigiu a versão original. “Foi uma confusão”, diz Martins. “O funcionário que recebeu aquela mensagem já tinha deixado a Elumini e não a achávamos mais”. Sem provas, a empresa teve de assumir a responsabilidade e arcar com os custos de refazer o programa.
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Elummini_Exame_PME
A pergunta surgiu durante a elaboração de um treinamento interno para a redação sobre o twitter, uma rede social de troca de mensagens em 140 caracteres. Uma pesquisa rápida demonstrou que não existiam esses dados em lugar algum. Por isso, para fazer esse levantamento, a RMA deu um passo à frente e perguntou:

A partir dessa pergunta, uma enxurrada de jornalistas respondeu à pesquisa, que pôde ser acompanhada ao vivo por todos pelo mecanismo de busca do twitter. Foram no total 261 mensagens com a tag #soujornalista, usada para identificar as mensagens do tema. Filtrando as respostas da RMA e duplicadas, chega-se a um número impressionante:
230 jornalistas participam ativamente do twitter!
Mesmo que esse número corresponda, na verdade, a quantas pessoas responderam voluntariamente à pesquisa, ele demonstra a força do twitter para a comunicação empresarial, se tornando mais um meio das empresas entrarem em contato com a mídia tradicional e vice-versa, dos jornalistas encontrarem informações para suas matérias.
Na visão da RMA, PR 2.0 não é apenas Social Media Release, mas também participar e estimular o diálogo, buscando novas formas de comunicação.
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