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11
ago

Sinal com mais qualidade

por RMA

Fonte: Correio Braziliense

correio-brasiliense-peq1Com a popularização dos note-books e de toda uma safra de novos dispositivos que se conectam à internet sem a necessidade de cabos, cresce a importância das redes sem fio na vida das pessoas. Hoje, é comum vermos empresas de diferentes portes e residências com mais de um computador usufruírem das maravilhas do mundo wireless. A tecnologia começou a ganhar força no país nos últimos cinco anos, com o início da comercialização de roteadores nos padrões 802.11 “b” e “g”, que permitem trafegar arquivos na velocidade de 54Mbps (megabits por segundos) e emitir sinais que alcançam até 100m de distância do ponto original. No entanto, um novo modelo começa a ganhar as prateleiras das lojas especializadas. São os roteadores 802.11 baseados no protocolo “n”, que apresenta inúmeras vantagens frente aos modelos comercializados atualmente.

A primeira delas diz respeito à maior rapidez de transmissão de dados dos produtos que incorporam essa tecnologia, conseguindo alcançar uma velo-cidade de até 300Mbps — 650% superior à atingida nos produtos b/g. “Os roteadores ‘n’ usam uma arquitetura diferente, chamada de Mimo (Multiple-input multiple-output communications), que permite enviar, em vez de um, vários pacotes de dados simultâneos para os dispositivos que vão se comunicar”, explica o diretor-geral da Netgear para a América Latina, Victor Baez. No lugar de apenas uma antena para transmitir os dados, a nova tecnologia tem vários emissores, o que possibilita que o sinal chegue mais forte ao seu destino.

Cobertura

Outro ponto positivo é o maior al cance do sinal. Se com a tecnologia “big” ele viaja até 100m, o novo padrão permite enviar dados num raio di 400m do access point, aumentando consideravelmente a área de cobertura de uma rede sem fio. Bom para casa; amplas e escritórios com dimensões maiores. “Vale lembrar que a tecnolo gia é retrocompatível com os outro, padrões. Ou seja, quem tem um note book com modem’b/g’ pode acessar nova rede”, ressalta Victor. Mas pan usufruir de todo o potencial oferecido é preciso que, tanto o roteador, quanto o dispositivo móvel sejam ‘n’.

A novidade também permite quo um número maior de dispositivos se conéctem simultaneamente à uma mesma rede — 30, contra 15 apare-lhos da tecnologia anterior. “A tendência é de que as escoas usem cada vez mais as redes para transferir arquivos multimídia, como vídeos, músicas e fotos”, conta o engenheiro de vendas da Cisco Consumer Business Group — empresa proprietária da Linksys, tradicional fabricante de roteadores — Diogo Superbi, que comparou em quanto tempo seria necessário transmitir um vídeo de 720MB de um PC para outro dentro de uma rede Wi-Fi utilizando os dois padrões. Com um roteador “big” ele demorou sete minutos, enquanto com um modelo “n” o tempo foi de apenas três minutos.

Os primeiros access points com a nova tecnologia começaram a chegar ao mercado brasileiro em 2007 custando cerca de R$ 800, o que dificultava a aceitação entre os consumidores, uma vez que os modelos tradicionais eram comercializados por menos da metade desse valor. “Com o aumento de escala, conseguimos oferecer produtos a partir de R$ 350″, conta Diogo. Para o gerente de produtos da D-Link, André Teixeira, a venda de roteadores com suporte para a nova tecnologia tende a crescer, uma vez que as fabricantes de equipamentos lançam cada vez mais dispositivos compatíveis. “0 padrão ‘n’ já está se tornando vigente erxr merca-dos mais maduros como o dos Estados Unidos e o da Europa. Acreditamos que em um ou dois anos ele será maio-ria por aqui também”, calcula André. Atualmente, os aparelhos com o novo padrão representam de 10% a 20% das vendas de roteadores no país.



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